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  Lucia Hippolito
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Por dentro do blog

Peço perdão pela ausência. Ontem estive a tarde inteira na Bienal do Livro do Rio.

É comovente ver as hordas de pessoas: homens, mulheres, jovens, adultos, crianças, todos se divertindo com o livro, este tesouro do conhecimento.

Gente passeando entre os stands das principais editoras e livrarias, gente folheando livro. E, para minha total alegria, gente comprando livro, procurando um título que alguém recomendou, gostando da capa e comprando.

Livro, livro, livro! Se a Humanidade tiver conserto, vai ser através do livro.

As mesas de debates da programação cultural estavam animadíssimas. Numa mesma tarde era possível discutir com João Ubaldo Ribeiro, Sérgio Cabral (pai), Artur Xexéo, Merval Pereira, Fernando Gabeira, Geraldinho Carneiro, Ana Maria Machado, Antonio Calloni (grande ator e excelente poeta), Candido Mendes, Maurício Dias, Reis Velloso, embaixador Guilherme Leite Ribeiro, Maitê Proença.

Salas lotadas de gente interessada.

Na minha mesa, onde discutimos corrupção, o prof. Carlos Lessa e eu, uma montanha de gente interessadíssima, atenta. Ninguém saiu até o final. Aplausos, perguntas, dúvidas.

Nada é mais estimulante do que gente interessada no conhecimento, na informação. Dava gosto de ver.

É por isso que eu aposto que o Brasil tem jeito. Pode não ser na velocidade que gostaríamos, mas está avançando. A sociedade está avançando.

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Párem as máquinas!

Interrompi meu fim de semana para partilhar com vocês -- vocês merecem -- duas reportagens prá lá de suculentas, que merecem uma leitura cuidadosa:

1. Finalmente, o Ministério Público foi atrás do "pai do mensalão". Tudo se passa em Minas Gerais, envolvendo o senador tucano Eduardo Azeredo, o ministro de Lula, Walfrido Mares Guia, e atingindo o governador Aécio Neves e quase 160 políticos mineiros.

Desde 2005, acho que fui a primeira (está documentado no meu último livro) a pedir investigações mais rigorosas sobre o senador Azeredo e o deputado Roberto Brant (PFL-MG).

Naquele instante, a oposição perdeu as condições políticas (sem falar nas éticas) para pedir o impeachment de Lula.

Nem sei se iria adiante, mas a oposição deixou de existir a partir dali.

A história completa está na Revista Isto É que circula neste fim de semana.

2. A Polícia Federal está concluindo inquérito a respeito de uma nova quadrilha chefiada por José Dirceu (mais uma).

Desta vez, a PF tem gravações de telefonemas (todas autorizados pela Justiça), apontando para uma nova formação de quadrilha, quadrilha esta mais uma vez chefiada por vocês-sabem-quem.

A reportagem é da Revista Veja, que circula neste fim de semana.



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Bienal do Livro do Rio

Amanhã estarei na Bienal do Livro

Quem estiver no Rio e quiser me dar o prazer de dois dedos de prosa, a programação é a seguinte:

Tema: Corrupção: contemporânea ou histórica?
Data: Domingo - 16/09/2007
Hora: 18:00h
Convidados: Lucia Hippolito e Carlos Lessa
Mediador: Fernando Molica
Local: Esquina do Leitor - Pavilhão Azul

Até lá.

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Porque hoje é sábado

Quarenta anos da Passeata dos Cem Mil (26 de junho de 1968)


Muitos de nós fomos à Passeata dos Cem Mil.

Ano que vem, na comemoração dos 40 anos, sairá um livro sobre uma foto famosíssima daquela passeata, feita por Evandro Teixeira, lendário fotógrafo do JB.

No site abaixo, é possível acessar a foto. Tentem identificar-se. Se puderem, repassem para outros amigos que lá estiveram, para que também se identifiquem.

Depois enviem uma mensagem para casa8@design.com.br, que eles entrarão em contato com vocês.

No livro, constarão 68 fotos e biografias atualizadas daqueles que conseguirem se identificar.

O endereço é http://www.evandroteixeira.net/68destinos

Boa sorte. Eu não consegui me identificar nessa foto. Nem a mim nem aos meus companheiros da PUC do Rio. Quem sabe, alguns de vocês terão melhor sorte.

Bom fim de semana a todos.

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Marcha da insensatez

Mistério...

O placar oficial da votação que absolveu Renan Calheiros na última quarta-feira foi o seguinte:

A favor da cassação – 35 senadores
A favor da absolvição – 40 senadores
Abstenções – 6 senadores

Mas o placar declarado pelos próprios senadores é bem diferente.

Primeiro, foi a Folha de S.Paulo. Na terça-feira, véspera da votação, o jornal ouviu os senadores e chegou ao seguinte placar:

A favor da cassação – 41 senadores
A favor da absolvição – 10 senadores

No dia da votação, a Folha fez enquete de boca-de-urna. Ouviu 75 senadores, assim que eles saíram do plenário. Resultado:

A favor da cassação – 43 senadores
A favor da absolvição – 9 senadores

No dia seguinte, quinta-feira, o Portal G1 ouviu os 81 senadores (os próprios ou assessores) e chegou ao seguinte placar:

A favor da cassação – 46 senadores
A favor da absolvição – 10 senadores
Abstenções – 3 senadores
Não declararam o voto – 22 senadores

Finalmente, também na quinta-feira, o blog do jornalista Ricardo Noblat ouviu 74 senadores (os próprios ou assessores) e colheu o seguinte resultado:

A favor da cassação – 43 senadores
A favor da absolvição – 10 senadores
Abstenções – 4 senadores
Não declararam o voto – 17 senadores

Repetindo: eram necessários 41 votos para cassar o mandato de Renan Calheiros.

Em todas as enquetes, repetindo, em todas as enquetes os votos declarados pela cassação ultrapassaram o limite mínimo de 41 votos.

Portanto, pelas pesquisas de intenção e de declaração de voto, Renan Calheiros teria sido cassado.

E, no entanto, livrou-se da cassação. Pelo menos, no primeiro processo.

Depois disso tudo, podemos chegar a duas conclusões igualmente verdadeiras.

Primeira: não se deve acreditar piamente em pesquisas. (Roseana Sarney que o diga.)

Segunda: senadores e senadoras continuam a mentir descaradamente.

Consistentemente. Repetidamente. Despudoradamente.

Parece deboche. E é.


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Pedagogia da crise

Passado o tranco, superada a decepção, é preciso entender o que aconteceu e aprender com a crise.

Caso contrário, terá sido um sofrimento inútil.

A força do governo federal; a importância da CPMF; o discurso decisivo do senador Francisco Dornelles; a presença (para muitos, antipática) da senadora Heloísa Helena; a atuação decidida dos senadores Ideli Salvati e Aloísio Mercadante; a atitude pusilânime de seis senadores; a sessão secreta; o voto secreto.

Foram esses os principais fatores que resultaram na absolvição de Renan Calheiros.

Claro que o compadrio, o espírito de corpo e a aberta intimidação promovida pelo acusado sobre os demais senadores também tiveram seu papel.

Mas já se contava com isso. Não foram elementos decisivos.

E agora? Como transformar as lições da crise em atitudes que reponham o Senado nos trilhos e o reconciliem com a sociedade?

A avalanche de protestos que chegam às redações, às caixas postais, à blogosfera, ao Senado Federal (a ponto de tirar do ar o site da casa e interromper o funcionamento do serviço telefônico) são eloqüentes.

Mostram que a sociedade acompanhou todo o processo e responsabiliza o conjunto dos senadores por uma série de irregularidades.

Neste sentido, mesmo os que votaram pela cassação de Renan Calheiros são em parte responsáveis pelo descalabro a que chegou o Senado.

Agora é preciso juntar os cacos e tentar dar alguma racionalidade e transparência a uma casa que demonstrou ser tudo, menos racional e transparente.

O Senado tem muito a aprender com a Câmara.

Até hoje, não se consegue saber quanto custa um senador ao contribuinte brasileiro. São apenas estimativas, baseadas naquilo que custa um deputado. A Câmara é muito mais transparente.

Até hoje, não se consegue saber como os senadores gastam a verba indenizatória a que todo parlamentar tem direito. Na Câmara, os gastos são divulgados. No Senado, são secretos. A tal ponto que, para justificar uma renda que não possui, o senador Renan Calheiros declarou a verba indenizatória como renda. A Câmara é mais transparente.

(Verba indenizatória, hoje de R$ 15.000,00, serve para o parlamentar fazer despesas nos estados, mediante nota fiscal. É uma forma de salário indireto, criada quando Aécio Neves presidiu a Câmara.)

O Conselho de Ética do Senado não possui sequer um regimento interno, coisa que a Câmara possui há tempos. Aliás, já está até propondo modificações no seu regimento, para adequá-lo aos novos tempos. A Câmara é mais racional.

O Regimento Interno do Senado é, como vimos, uma peça de museu, um anacronismo ambulante. Não entendeu que estamos no século XXI, o século da democratização da informação, da democratização do acesso às decisões públicas.

Até o Supremo Tribunal Federal, que anda batendo um bolão, decidiu acertar o passo e ingressar no novo século.

Mas o Senado continua de anquinhas e monóculo, povoado de coronéis, agitando-se por causa de amantes, filhos fora do casamento, notas frias, laranjas. E mentira, muita mentira.

Num aspecto, entretanto, Senado e Câmara continuam de braços dados. Não se decidem a enfrentar a questão do voto secreto em votações no Congresso.

Cinco propostas a respeito do assunto dormem na Câmara e no Senado, em diferentes estágios de tramitação. Mas as excelências não votam. Nem para aprovar nem para derrubar.

A crise desencadeada pelo escândalo Renan Calheiros tem tudo para despertar os senadores para a realidade.

Cabe a eles aproveitar as lições do episódio para fazer o Senado avançar.

Se não podemos mudar os homens, que pelo menos se mudem métodos e práticas.


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A frase do momento

Do jornalista Jânio de Freitas, na Folha de S. Paulo de hoje: "Renan Calheiros é o homem certo no lugar certo."

Há muito tempo tenho enorme admiração por Jânio de Freitas. E estou velha demais para mudar de idéia.

Hoje, não poderia estar mais de acordo com ele.

O Senado da República realmente merece ser presidido por Renan Calheiros.

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Por dentro do blog

Alguns de vocês estão fazendo enorme confusão com a lista de senadores publicada abaixo.

Vamos esclarecer de uma vez:

1. em 2010 o Senado renova duas das três cadeiras de cada estado. São senadores eleitos em 2002 para um mandato de oito anos.

2. os senadores eleitos em 2006 (um por estado) só tentarão a renovação do mandato em 2014.

3. estão listados abaixo apenas os dois senadores por estado, cujos mandatos terminam em 2010 e que, portanto, tentarão renová-los nessa data.

4. na lista estão senadores e senadoras que votaram pela cassação e pela absolvição de Renan Calheiros, assim como alguns que se abstiveram. Não destaquei os votos de cada um, para não cometer possíveis injustiças.

5. o objetivo da lista é ajudar a todos nós na fiscalização do exercício do mandato desses senadores e senadoras. Nada além disso.

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Vale a pena ler de novo

Nota publicada no dia 11.09.2007

Sugiro que imprimam esta nota, comprem uma agenda de 2010 e arquivem na página do mês de outubro.


A vingança das urnas

Abaixo vai a lista dos senadores que terão que enfrentar as urnas em 2010 para tentar renovar o mandato.

Guardem esses nomes. Podem ser úteis em outubro de 2010.


Acre
Geraldo Mesquita(PMDB) – geraldo.mesquita@senador.gov.br
Sibá Machado(PT) – siba@senador.gov.br (na verdade, Marina Silva. Sibá é apenas suplente, senador-sem-voto)

Alagoas
João Tenório (PSDB) – jtenorio@senador.gov.br (na verdade, Teotônio Villela Júnior. João Tenório é apenas suplente, senador-sem-voto)
Renan Calheiros(PMDB) – renan.calheiros@senador.gov.br

Amazonas
Arthur Virgílio (PSDB) – arthur.virgilio@senador.gov.br
Jefferson Peres (PDT) – jefperes@senador.gov.br

Amapá
Gilvam Borges (PMDB) – gilvamborges@senador.gov.br
Papaléo Paes (PSDB) – papaleo@senador.gov.br

Bahia
Antonio Carlos Júnior (DEM) – acmjr@senado.gov.br
César Borges (DEM) – cesarborges@senador.gov.br

Ceará
Patrícia Saboya (PSB) – patricia@senadora.gov.br
Tasso Jereissati (PSDB) – tasso.jereissati@senador.gov.br

Distrito Federal
Adelmir Santana (DEM) – adelmir.santana@senador.gov.br
(na verdade, Paulo Octavio. Adelmir Santana é apenas suplente, senador-sem-voto)
Cristovam Buarque (PDT) – cristovam@senador.gov.br

Espírito Santo
Gerson Camata (PMDB) – gecamata@senador.gov.br
Magno Malta (PR) – magnomalta@senador.gov.br

Goiás
Demostenes Torres(DEM) – demostenes.torres@senador.gov.br
Lúcia Vânia (PSDB) – lucia.vania@senadora.gov.br

Maranhão
Edison Lobão (DEM) – edison.lobao@senador.gov.br
Roseana Sarney(PMDB) – roseana.sarney@senadora.gov.br

Minas Gerais
Eduardo Azeredo(PSDB) – eduardo.azeredo@senador.gov.br
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB) – wellington.salgado@senador.gov.br
(na verdade, Hélio Costa. Wellington Salgado é apenas suplente, senador-sem-voto)

Mato Grosso do Sul
Delcidio Amaral (PT) – delcidio.amaral@senador.gov.br
Valter Pereira (PMDB) – valterpereira@senador.gov.br

Mato Grosso
Jonas Pinheiro (DEM) – jonaspinheiro@senador.gov.br
Serys Slhessarenko (PT) – serys@senadora.gov.br

Pará
Flexa Ribeiro (PSDB) – flexaribeiro@senador.gov.br (na verdade, Duciomar Costa. Flexa Ribeiro é apenas suplente, senador-sem-voto)

Paraíba
Efraim Morais (DEM) – efraim.morais@senador.gov.br
José Maranhão (PMDB) – jose.maranhao@senador.gov.br

Pernambuco
Marco Maciel (DEM) – marco.maciel@senador.gov.br
Sérgio Guerra (PSDB) – sergio.guerra@senador.gov.br

Piauí
Heráclito Fortes (DEM) – heraclito.fortes@senador.gov.br
Mão Santa (PMDB) – maosanta@senador.gov.br

Paraná
Flávio Arns (PT) – flavioarns@senador.gov.br
Osmar Dias (PDT) – osmardias@senador.gov.br

Rio de Janeiro
Marcelo Crivella (PRB) – crivella@senador.gov.br
Paulo Duque (PMDB) – paulo.duque@senador.gov.br (na verdade, Sérgio Cabral Filho. Paulo Duque é apenas suplente, senador-sem-voto)

Rio Grande do Norte
Garibaldi Alves Filho (PMDB) – garibaldi.alves@senador.gov.br
José Agripino (DEM) – jose.agripino@senador.gov.br

Rondônia
Fátima Cleide (PT) – fatima.cleide@senadora.gov.br
Valdir Raupp (PMDB) – valdir.raupp@senador.gov.br

Roraima
Augusto Botelho (PT) – augusto.botelho@senador.gov.br
Romero Jucá (PMDB) – romero.juca@senador.gov.br

Rio Grande do Sul
Paulo Paim (PT) – paulopaim@senador.gov.br
Sérgio Zambiasi (PTB) – sergio.zambiasi@senador.gov.br

Santa Catarina
Ideli Salvatti (PT) – ideli.salvatti@senadora.gov.br
Neuto de Conto (PMDB) – neutodeconto@senador.gov.br (na verdade, Leonel Pavan. Neuto de Conto é apenas suplente, senador-sem-voto)

Sergipe
Almeida Lima (PMDB) – almeida.lima@senador.gov.br
Antônio Carlos Valadares(PSB) – antval@senador.gov.br

São Paulo
Aloizio Mercadante (PT) – mercadante@senador.gov.br
Romeu Tuma (DEM) – romeu.tuma@senador.gov.br

Tocantins
João Ribeiro (PR) – joaoribeiro@senador.gov.br
Leomar Quintanilha (PMDB) – leomar@senador.gov.br



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Mídia golpista ou sociedade civil indignada?

Manchetes dos principais jornais do país no dia de hoje, 13 de setembro de 2007

O ESTADO DE S. PAULO:
Renan escapa da cassação com ameaças e a ajuda do Planalto

JORNAL DA TARDE:
Renan salvo por 40 amigos secretos

FOLHA DE S.PAULO:
Senadores absolvem Renan

JORNAL DO BRASIL:
Senado contra o povo

O GLOBO:
Renan se livra da cassação com voto de 40 senadores

CORREIO BRAZILIENSE:
Vergonha nacional

ESTADO DE MINAS:
Renan escapa da degola

DIÁRIO CATARINENSE:
Renan é absolvido e crise sangra Senado

CORREIO DO POVO (RS):
Renan é absolvido por 40 senadores

ZERO HORA(RS):
Absolvição de Calheiros desencadeia onda de indignação no País

GAZETA DO POVO (PR):
Escapou

A TARDE (BA):
Cumplicidade: Senado livra Renan da cassação por 40 votos a 35

A CRÍTICA (AM):
Renan vence. Brasil perde



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  PERFIL
   
 

Lucia Hippolito é cientista política, historiadora e jornalista, especialista em eleições, partidos políticos e Estado brasileiro. É comentarista política da Rádio CBN desde 2002. Faz comentários também para o Uolnews e para a Globonews.

Colaboradora de vários jornais e revistas, debatedora dos programas Sem Censura (TVE/Rede Brasil) e Debates Populares (Rádio Globo AM-Rio), é também autora de vários livros sobre política, dentre os quais "PSD de raposas e reformistas", publicado pela Editora Paz e Terra e premiado como melhor obra de ciência política pela Anpocs (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais); e "Política. Quem faz, quem manda, quem obedece", escrito em co-autoria com João Ubaldo Ribeiro, publicado pela Editora Nova Fronteira. Mais recentemente, escreveu "Por dentro do governo Lula. Anotações num diário de bordo", publicado pela Editora Futura.


e-mail:
lucia.hippolito@sgr.com.br


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