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  Lucia Hippolito
Lucia Hippolito
   
     
 

Porque hoje é sábado

Prá gente nascer feliz
, como dizia Cazuza


GUIA PRÁTICO PARA A CIÊNCIA MODERNA.
1. Se mexer pertence à biologia.
2. Se feder pertence à química.
3. Se não funciona pertence à física.
4. Se ninguém entende, é matemática.
5. Se não faz sentido, é economia ou psicologia.
6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido... é INFORMÁTICA.

LEI DA PROCURA INDIRETA.
1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.
2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

LEI DA TELEFONIA.
1. Quando te ligam: Se você tem caneta, não tem papel...Se tiver papel, não tem caneta...Se tiver ambos, ninguém liga.
2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estarão ocupados.
Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.

LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA.
Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você.

LEI DA GRAVIDADE.
Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.

LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS.
80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu.

LEI DA QUEDA LIVRE.
1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo,é proporcional ao valor do carpete.

LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS.
A fila do lado sempre anda mais rápido.
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.

LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA.
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

LEI DO ESPARADRAPO.
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

LEI DA VIDA.
1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.

LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS.
Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

Bom feriado a todos.

Semana que vem será tamanco sem couro, isto é, pau puro!

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Tamanco sem couro

Os próximos dias serão decisivos para o futuro político do senador Renan Calheiros.

Senadores irão passar o feriadão nos seus estados. Irão à praia, ao shopping, ao cinema, ao restaurante, passarão por aeroportos, encontrarão pessoas, poderão sentir o pulso de seus eleitores.

Por sua vez, os eleitores também terão alguma calma para refletir sobre esses meses em que o Senado vem sendo arrastado na lama.

Um dos poderes mais importantes da República vem sendo palco de uma ópera bufa, com direito a chicana, abuso de poder, arrogância, bazófia, mentira, mentira, mentira.

(Como diz um amigo meu, tem gente que merece ter o mandato cassado, não porque tenha perdido o respeito pela verdade, mas porque perdeu o respeito pela mentira.)

O que podem fazer os eleitores, para demonstrar aos senhores senadores o que pensam disso tudo?

Tirem algumas horas de seu feriado e enviem mensagens aos senadores.

Aqueles que julgam que Renan Calheiros deve ser absolvido exponham seus argumentos.

Aqueles que julgam que Renan Calheiros deve ser cassado apresentem suas razões.

Assim, todos estaremos participando do processo democrático, mesmo que a sessão da próxima quarta-feira seja secreta.

Mesmo que alguns senadores que votaram pela cassação no Conselho de Ética ajam diferentemente no escurinho da sessão secreta.

É importante que os senadores conheçam a opinião do eleitorado.

Depois disso, dever cumprido, vamos aproveitar o feriadão, porque a semana que vem promete.

Vai ser tamanco sem couro, isto é, pau puro.


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Quem pede desculpas a Fernando Collor?

Comentário rápido sobre a entrevista do presidente Lula aos repórteres de oito rádios, hoje cedo.

Naturalmente, os 40 réus do mensalão têm garantido amplo direito de defesa. Já tiveram, nas fases preliminares do processo, e continuarão a ter, no processo que se inicia no Supremo Tribunal Federal.

Alguns serão condenados, outros provarão sua inocência, e outros ainda vão se livrar por falta de provas.

Naturalmente – e não há necessidade de o presidente Lula garantir isso; quem garante são as leis do país –, o princípio que vigora no Brasil é o da presunção da inocência: todos são inocentes até prova em contrário.

Mas o presidente vem insistindo, e não é de hoje, que os culpados pagarão pelos seus erros (eufemismo de Lula para “crimes”) e que, aos inocentados, todos devem ter humildade (palavra usada por ele) para pedir desculpas públicas.

Muito bem, presidente. Assim é que age um homem de bem.

O presidente Lula pode dar o exemplo, puxando a fila, e o PT logo atrás, para pedir desculpas públicas a Fernando Collor de Mello.

O ex-presidente Collor foi acusado por corrupção, com a participação ativa (ativíssima, eu diria) dos deputados do PT, Dirceu e Mercadante à frente, liderando a CPI do PC.

Sofreu impeachment na Câmara dos Deputados, foi condenado pelo Senado Federal, perdeu a presidência da República e ficou inelegível por oito anos.

Cumpriu sua cassação e voltou ao Senado, eleito pelo povo de Alagoas.

Mas no Supremo... Ali a história foi diferente.

O processo seguiu o mesmo caminho dos 40 do mensalão: denúncia do Ministério Público, acolhimento da denúncia pelo Supremo, transformação de Collor em réu.

Mas o Supremo Tribunal Federal absolveu Fernando Collor por falta de provas.

Collor era inocente? Claro que não. Mas o Supremo não encontrou provas suficientemente robustas para condená-lo.

Fernando Collor foi inocentado pelo STF.

Por isso mesmo, Luiz Inácio Lula da Silva pode começar pedindo desculpas públicas a Fernando Collor de Mello.



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Rescaldo do Conselho de Ética

O placar no Conselho de Ética do Senado foi ainda mais amplo que o da sessão da semana passada, que decidiu pelo voto aberto no Conselho.

O resultado final, de 11 a 4 pela cassação, foi atingido depois que o PT liberou o voto do senador João Pedro (AM). Isto porque Suplicy e Augusto Botelho já se tinham manifestado pela cassação.

O quer dizer esta atitude do PT? Que o governo abandonou Renan Calheiros à própria sorte? Que o mais importante é a aprovação da CPMF?

Certamente, o senador Renan Calheiros, que sempre foi um facilitador das ações do Planalto dentro do Congresso, hoje é um estorvo. Renan só atrapalha, não ajuda mais nada.

O resultado também mostra que os partidos da base aliada posicionaram-se pela cassação, deixando o PMDB isolado.

Epitácio Cafeteira, satélite do senador José Sarney, alinhou-se como os renanzistas, como se aliaria a quem quer que a família Sarney estivesse apoiando. Conta muito pouco, portanto, em termos de peso político.

Superada esta fase, o processo vai para a CCJ, onde não deve encontrar nenhum obstáculo.

Começa agora a batalha do plenário. Senadores listados pelos aliados de Renan como votos certos em seu favor (vejam nota abaixo) estão se movimentando e declarando sua independência.

Pelo menos Romeu Tuma (DEM-SP) e Heráclito Fortes (DEM-PI), que votaram pela cassação no Conselho de Ética, manifestaram sua contrariedade em serem considerados favas contadas. Haverá outros?

Daqui até a sessão decisiva, nada indica que o senador Renan Calheiros deixará de lançar mão de todos os artifícios possíveis, legítimos ou não, para se manter na cadeira de senador – agora não se trata mais de preservar a cadeira de presidente do Senado, mas a cadeira de simples senador, o mandato.

Abuso de poder, utilização de funcionários do Senado como se fossem peões de sua fazenda, arrogância, bazófia, exploração da presidência da Casa, intimidação, chantagem, recadinhos, bilhetinhos, telefonemas, falta reiterada com a verdade, falsidade ideológica, notas frias, documentação inapropriada, explicações mirabolantes, e por aí vai.

O arsenal do senador Renan Calheiros parece não ter fim.

É importante lembrar que a sessão do Senado que deverá decidir se o mandato de Renan Calheiros será ou não cassado julgará a primeira das três representações que existem hoje contra o senador.

Uma quarta representação pode estar a caminho, acusando o senador de se ter, em conluio com um lobista amigo e o também senador Romero Jucá, apropriado de recursos públicos em ministérios administrados pelo PMDB.

O corregedor do Senado, senador Romeu Tuma, já está debruçado sobre esta nova denúncia.

Enfim, o processo começou. Agora, é com o plenário.


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Por dentro do blog

Esclarecendo o processo de cassação


Alguns de vocês me pedem para esclarecer melhor o processo de cassação no plenário do Senado.

Relendo a nota “Traição a caminho”, de 02.09, reconheço que o texto está pouco claro, dando margem a dúvidas.

Aí vai o esclarecimento. Para cassar o mandato de um senador, é preciso que o relatório pedindo a cassação seja aprovado por maioria absoluta, isto é, 50% mais um, no caso 41 senadores.

É o que dispõe o Art. 55, §2º da Constituição: “Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.”

Espero ter esclarecido as dúvidas, e peço perdão pela pouca clareza da nota.

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É hoje!

Está tudo pronto para a sessão do Conselho de Ética do Senado, que deverá votar o parecer dos senadores Marisa Serrano e Renato Casagrande, que recomenda a cassação do mandato do senador Renan Calheiros, por quebra do decoro parlamentar.

Se o parecer for derrotado, aí sim, será votado o parecer do senador Almeida Lima, que pede a absolvição do senador.

Se tudo correr como o previsto, o parecer que pede a cassação deve ser aprovado por larga margem.

À tarde, a CCJ do Senado deve apreciar a constitucionalidade do processo ocorrido no Conselho de Ética.

Se não houver pedidos de vista, na próxima quarta-feira, dia 12, o plenário vota a cassação (ou a absolvição) do senador Renan Calheiros.

Isto quanto à primeira representação, a de ter despesas pessoais pagas por um lobista, apresentando para isto notas frias e documentação esquisita.

As outras representações ainda correm seu destino no Conselho de Ética.

Segue abaixo a composição do Conselho de Ética do Senado. (só para a gente não esquecer)

Presidente: Senador Leomar Quintanilha (não é obrigado a votar, a não ser em caso de empate)

Corregedor: Romeu Tuma (membro nato)

Titulares

PT – Augusto Botelho (RR)
Eduardo Suplicy (SP)
João Pedro (AM)

PSB – Renato Casagrande (ES – relator)
PTB – Epitácio Cafeteira (MA)

PMDB – Almeida Lima (SE – relator)
Gilvam Borges (AP)
Leomar Quintanilha (TO – presidente)
Wellington Salgado (MG)

DEM – Adelmir Santana (DF)
Demóstenes Torres (GO)
Heráclito Fortes (PI)
Romeu Tuma (SP – corregedor)

PSDB – Marconi Perillo (GO)
Marisa Serrano (MS – relatora)

PDT – Jefferson Péres (AM)


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Os perigos do voto majoritário

Deputados representam o povo, senadores representam unidades da federação.

O voto para deputado federal é proporcional, em lista aberta, com permissão de coligações e mecanismo perverso de distribuição de sobras.

Por isso, o quociente eleitoral varia de estado para estado.

Em partidos ou coligações com puxadores de voto, muita gente consegue se eleger sem ter atingido o quociente eleitoral (votação mínima que um deputado necessita para ser eleito, resultado da divisão do número de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa).

Nas eleições de 2006, só 39 deputados federais atingiram o quociente eleitoral de seus estados. Os restantes 474 deputados federais foram eleitos com votos da legenda, da coligação ou das sobras.

Já o voto para o Senado é majoritário. Vota-se naquele candidato, e somente nele. Se for eleito, ótimo. Caso contrário, os votos dados a ele não são aproveitados.

Vamos agora nos transportar para o escândalo do mensalão e das sanguessugas, o esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento da União.

Enquanto a Câmara teve vários de seus membros envolvidos nos dois escândalos, sendo diversos processados e uns pouquíssimos punidos com a cassação do mandato, o Senado manteve-se à margem do lamaçal.

No escândalo do mensalão, o único envolvido, o senador tucano Eduardo Azeredo, livrou-se do Conselho de Ética com a poderosa ajuda do então líder do governo, senador Aloísio Mercadante, sob a alegação de que os fatos escabrosos ocorreram antes da eleição de Azeredo para o Senado.

(Em tempo: o procurador-geral da República prepara-se para apresentar ao STF denúncia contra o senador Azeredo.)

Já no escândalo das sanguessugas, o único senador envolvido, com direito a processo no Conselho de Ética do Senado, foi o paraibano Ney Suassuna.

Recebeu uma “severa” reprimenda (ai, ai, ai, coisa feia, não faça mais isso!), mas o processo não foi adiante.

Suassuna candidatou-se à reeleição e foi derrotado pelo povo da Paraíba.
Chegamos, finalmente, ao ponto crucial deste (já) longo raciocínio.

Na Câmara, o voto proporcional contribuiu para que fossem eleitos muitos dos envolvidos no mensalão e no escândalo das sanguessugas.

Mas no Senado, o voto majoritário não serviu para reconduzir Suassuna.

Os senadores que participam desta farsa montada por Renan Calheiros e sua tropa de choque, que vêm humilhando o Senado da República com demonstrações de prepotência, arrogância e desprezo por um mínimo de decência.

Os senadores que entendem que são donos de currais eleitorais cativos, lá nos grotões, onde a força da opinião pública não penetra. Os senadores que se julgam tão acima de todos, que não têm que prestar contas à sociedade.

Os senhores senadores podem ter uma surpresa nas próximas eleições.

Voto majoritário é fogo. O eleitor não esquece.


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Por dentro do blog

Perdão pela ausência. Estou tendo problemas com a Internet.

Espero voltar ainda hoje.


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Traição a caminho

Rola por aí uma contabilidade atribuída aos aliados do senador Renan Calheiros. Uma varredura no plenário do Senado, para especular sobre o resultado de uma possível votação para cassar ou não o mandato de Renan.

São 81 senadores. Se o relatório que pede a cassação de seu mandato for aprovado no Conselho de Ética, os contrários à cassação vão tentar derrubá-lo no plenário.

Isto significa que mais de 41 senadores precisam votar a favor do relatório.

Nos partidos da base aliada do governo, algumas defecções são contadas como certas. Votos perdidos para Renan.

No PMDB, devem votar pela cassação Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE). No PDT, Jefferson Peres (AM), Cristovam Buarque (DF) e Osmar Dias (PR).

No PSB, o relator Renato Casagrande (ES) e Antonio Carlos Valladares (SE). No PT, Eduardo Suplicy(SP), Augusto Botelho (RR) e Flávio Arns (PR).

Mas a tropa de choque de Renan jura que tem 50 votos, pelo menos. Protegidos pelo voto secreto, senadores da oposição votariam a favor da preservação do mandato de Renan Calheiros, compensando os votos contrários da base.

No Democratas, votariam a favor de Renan Heráclito Fortes (PI), Edison Lobão (MA), Antônio Carlos Magalhães Júnior (BA), Maria do Carmo Alves (SE), Efraim Morais (PB), Jayme Campos (MT), Jonas Pinheiro (MT) e Adelmir Santana (DF).

O senador Adelmir Santana já declarou que estará na Europa, na semana que vem, em viagem oficial (!). O pessoal do DEM quer substituí-lo por César Borges (BA), que votaria pela cassação.

Romeu Tuma(SP), que também estaria em viagem, declarou que fica no Brasil para votar. Como optou pelo voto aberto no Conselho de Ética, espera-se que vote em plenário a favor da cassação.

Heráclito Fortes também votou pelo voto aberto, mas mesmo assim a tropa de choque de Renan conta seu voto como certo a favor do senador.

Entre os tucanos, os votos contabilizados para Renan Calheiros são João Tenório (AL), Papaléo Paes (AP) e Flexa Ribeiro (PA).

Mas não estão descartados votos pró-Renan vindos de tucanos de mais alta plumagem. Velhas amizades, sabe como é...

O fato é que está todo mundo debruçado sobre esta lista, tentando adivinhar os humores do plenário do Senado Federal.

Tudo isto só confirma a lição ensinada pelo dr. Tancredo Neves: “Voto secreto dá uma vontade de trair...”

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Laços de família

Dizem que ex-mulher é para sempre.

Os deputados Waldemar da Costa Neto e Henrique Eduardo Alves sabem bem disso.

Mas ex-genro também é para sempre.

O juiz Lalau e o empresário amigo íntimo (e dizem que sócio) do senador Renan Calheiros também sabem disso.

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  PERFIL
   
 

Lucia Hippolito é cientista política, historiadora e jornalista, especialista em eleições, partidos políticos e Estado brasileiro. É comentarista política da Rádio CBN desde 2002. Faz comentários também para o Uolnews e para a Globonews.

Colaboradora de vários jornais e revistas, debatedora dos programas Sem Censura (TVE/Rede Brasil) e Debates Populares (Rádio Globo AM-Rio), é também autora de vários livros sobre política, dentre os quais "PSD de raposas e reformistas", publicado pela Editora Paz e Terra e premiado como melhor obra de ciência política pela Anpocs (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais); e "Política. Quem faz, quem manda, quem obedece", escrito em co-autoria com João Ubaldo Ribeiro, publicado pela Editora Nova Fronteira. Mais recentemente, escreveu "Por dentro do governo Lula. Anotações num diário de bordo", publicado pela Editora Futura.


e-mail:
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