Enfim, uma frase sensataNo meio de tantas gafes, frases infelizes, frases grosseiras e gestos obscenos protagonizados por ilustres(?!) membros do governo desde que teve início a crise aérea, lá se vão dez meses, vale a pena registrar a frase do presidente da República na reunião política de ontem: “Não importa discutir causas. A responsabilidade pela solução dos problemas é do governo, e disso não podemos fugir.”
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Enfim, uma boa notíciaNotícias de Brasília anunciam que o presidente Lula decidiu fazer um pronunciamento à Nação amanhã à noite.
O presidente deverá se solidarizar com as famílias e anunciar medidas concretas para buscar soluções para a crise aérea.
Depois da enxurrada de más notícias dos últimos dias, é um alívio.
22:47h
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Por dentro do blogComunico que foram excluídos os comentários de números 66, 67, 68, 69, 70 e 72. A numeração foi refeita.
Este blog não é propriedade particular dos comentaristas. É, antes, um espaço para conversas amplas. Não se presta à publicação de histórias em capítulos.
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A força simbólica da palavra do presidenteQuando um doido saiu atirando dentro de uma universidade americana, matando dezenas de alunos, o presidente George Bush compareceu ao campus, no dia seguinte, para uma homenagem aos mortos.
Quando a cidade de Paris foi palco de um quebra-quebra terrível, porque os jovens universitários recusavam a lei do primeiro emprego, o presidente Jacques Chirac foi à TV e se dirigiu aos franceses.
Quando Madri foi atingida por um atentado terrorista, o primeiro-ministro dirigiu-se ao povo pela TV, e o rei e a rainha foram no dia seguinte visitar os feridos.
Em momentos graves por que passam os países, a força simbólica do chefe da Nação se faz presente, confortando e se solidarizando com a dor da população.
Estamos vivendo um desses momentos graves.
Por isso, não se compreende por que até agora o presidente Lula não dirigiu um pronunciamento à Nação.
Lula é homem de palavra fácil, gosta de discursar e discursa muito. Um pronunciamento seu mostraria sua preocupação com a dor das famílias enlutadas e com a apreensão de todos os brasileiros.
Não se espera do presidente da República que conheça todos os detalhes técnicos. Não é esta a sua função.
Espera-se do presidente uma palavra de conforto, que mostre a todos que o primeiro mandatário do país está junto com o seu povo.
Já vamos para 48 horas depois desse terrível acidente, e até agora o presidente só se manifestou através do porta-voz, numa nota fria, sem alma, sem emoção.
A omissão do presidente só pode constituir uma derrota para o secretário de Comunicação Social. Franklin Martins é um jornalista experiente e conhece a importância da força simbólica da palavra do presidente da República numa hora dessas.
Ninguém está pedindo a Lula que pilote um avião, apenas que pilote o país.
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Lehaim (À vida) ou Grácias à la vida!Hoje pensei em vida e morte o dia inteiro.
Em incompetência, paralisia decisória, deboche...
Em Eros e Thanatos.
Ou, como em Shakespeare, em “
doom, desolation and despair (ruína, desolação e desesperança)”.
Mas também em amor, deleite, prazer, afeto, amigos, marido, netos, céu azul, gratificação profissional, felicidade existencial.
Quando Edgar chegou, vindo de Porto Alegre(!), num vôo da TAM(!!), pensei: Viver não é fácil não, mas é insubstituível. Não troco isso por nada desse mundo.
E ter Edgar em casa, são e salvo, comigo, é feito cartão Mastercard: Não tem preço.
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Recordar é viverAchei bastante adequado publicar aqui, textualmente, o artigo que publiquei no Blog do Noblat em 4 de outubro do ano passado.
No Brasil não existe accountabilityNas democracias, o governante presta contas de seus atos à sociedade. O presidente dos Estados Unidos dá entrevistas quinzenais na Casa Branca, tendo que enfrentar perguntas às vezes constrangedoras, muitas vezes duras, mas quase sempre leais. Na França, o presidente cumpre o mesmo ritual.
Nos países parlamentaristas, além das entrevistas periódicas, o primeiro-ministro vai semanalmente ao Parlamento, onde é “premiado” com uma saraivada de críticas da oposição, ouve discursos fortes, recebe perguntas sobre seus atos e pedidos de explicação sobre atos de governo. Tudo dentro da mais perfeita normalidade democrática.
Nos Estados Unidos, secretários e titulares de agências do governo comparecem rotineiramente às comissões da Casa dos Representantes e do Senado para responder a perguntas e prestar contas das ações dos órgãos sob sua responsabilidade.
Nos países parlamentaristas, então, nem se fala. Como os ministros saem, praticamente todos, do Parlamento, têm que prestar contas à sociedade, através de seus pares.
O que sustenta este procedimento é a
accountability, palavra ainda intraduzível em todo o seu conteúdo.
Accountability contém a idéia de que a autoridade é um servidor público. Eleito ou não, tem que prestar contas de seus atos à sociedade. Ou através de periódicas entrevistas coletivas, ou através de periódicas visitas ao Parlamento. Ou ambas.
(Nos Estados Unidos existe a figura do General Accounting Officer, espécie de presidente de tribunal de contas, a quem todos os secretários do governo prestam contas.)
Autoridades são remuneradas pelo povo. Muitas dormem em palácios pagos com o dinheiro do povo, locomovem-se em automóveis e aviões pagos pelo povo, movidos a combustível pago pelo povo. Alimentam-se às custas do povo.
Devem, pois, satisfação de seus atos.
No Brasil, disseminou-se – e não é de hoje – a noção de que autoridades não precisam prestar contas à sociedade. Sentem-se como se tivessem recebido do eleitorado um cheque em branco. Tudo podem, nada devem.
Ministros “fazem o favor” de comparecer às comissões da Câmara e do Senado para prestar contas sobre sua pasta.
O comparecimento de agentes do governo ao Congresso transforma-se numa batalha campal entre oposição e situação. Oposição querendo extrair o fígado da autoridade, situação prestando-se aos mais ridículos papéis para evitar a saia justa para a Excelência. Papelão!
Governos brasileiros confundem prestação de contas com publicidade. Gastam fortunas em publicidade paga, como se isto bastasse para justificar seus empregos.
Sinto muito, mas não basta.
Accountability não é contabilidade das empresas de publicidade.
Accountability é um dos pilares da democracia. De agentes públicos, o mínimo que se espera é respeito ao dinheiro do contribuinte, que paga seu salário e suas mordomias.
Accountability é menos palanque e mais debate, menos pronunciamentos e mais entrevistas, menos portarias ministeriais e mais comparecimento ao Congresso.
Afinal, se uma autoridade não resiste a uma crítica ou a uma palavra mais dura, talvez esteja no cargo errado.
Como se diz no interior de Minas, se não agüenta o calor, que saia da cozinha.
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Por dentro do blogQuero agradecer a vocês pelos comentários pertinentes, contidos e sinceramente comovidos.
Alguns freqüentadores assíduos deste blog não compreenderam a gravidade do momento.
É pena, porque um espaço democrático como esse deveria ser igualmente propedêutico e pedagógico.
Peço desculpas a 99% dos(as) gentis freqüentadores(as) deste blog pelo 1% totalmente inadequado.
Mas democracia é assim mesmo. Temos o sagrado dever de defender até mesmo o direito daqueles, e também daquelas, que têm como tarefa acabar com ela.
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Roleta russaQuarta-feira, dia 4 de julho, fui a São Paulo para gravar as "Meninas do Jô". Dia claro, céu azul, nosso avião deu uma rebolada terrível na pista de Congonhas, ao descer. Minha companheira de Programa do Jô e de vôo, a jornalista Ana Maria Tahan, espantou-se: "O que é isso?"
Um passageiro ao lado, aparentemente conformado, respondeu: "São as ranhuras da pista, que não foram feitas antes de reinaugurar a pista."
É o caso de perguntar: "Em que país estamos vivendo?"
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segundo informações ainda não confirmadas, o deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), líder da Minoria na Câmara, estava no vôo da TAM, a caminho dos Estados Unidos.
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Relaxe e morraPor onde andará a gentil ministra do Turismo?
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