Até quando?Quantas tragédias mais teremos que viver? Quantas mortes mais serão necessárias? Até quando as autoridades vão debochar do povo brasileiro?
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Dever de casaPara quem estiver interessado em entrar em contato com os membros da Mesa Diretora do Senado até as 11h de hoje, quando deve ser iniciada a reunião para analisar os pedidos do Conselho de Ética, seguem abaixo os nomes e e-mails de suas Excelências. presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) renan.calheiros@senador.gov.br1º vice Tião Viana (PT-AC) tiao.viana@senador.gov.br2º vice Álvaro Dias (PSDB-PR) alvarodias@senador.gov.br1º secretário Efraim Morais (DEM-PB) efraim.morais@senador.gov.br2º secretário Gerson Camata (PMDB-ES) gerson.camata@senador.gov.br3º secretário César Borges (DEM-BA) cesarborges@senador.gov.br4º secretário Magno Malta (PR-ES) magnomalta@senador.gov.brsuplente Papaléo Paes (PSDB-AP) papaleo@senador.gov.brsuplente – A. C. Valadares (PSB-SE) antval@senador.gov.brsuplente – João Vicente (PTB-PI) j.v.claudino@senador.gov.brsuplente – Flexa Ribeiro (PSDB-PA) flexaribeiro@senador.gov.brAo trabalho, moçada!
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Agora a coisa vaiGrande expectativa cerca a reunião da Mesa Diretora do Senado, marcada para as 11h, para avaliar os pedidos do Conselho de Ética a respeito do escândalo Renan Calheiros. E que pedidos são esses? Não custa lembrar: primeiro, que a PF aprofunde as investigações sobre a documentação apresentada pelo senador Renan Calheiros, que assim tenta provar que tinha renda suficiente para pagar pensão à ex-amante, sem precisar recorrer aos cofres de uma empreiteira. Teria recorrido apenas aos préstimos do lobista da dita empreiteira. (O Conselho de Ética preparou 30 perguntas para orientar o trabalho da PF. Se a Polícia responder a todas, não sobra Renan sobre Calheiros.) Segundo, que o sen. Renan Calheiros apresente mais documentos em sua defesa. Já se sabe que o senador Calheiros declarou-se impedido de presidir a reunião de hoje, passando o encargo ao senador Tião Viana do PT. Especulações sobre eventual pedido de vistas por um dos membros da Mesa, aliado de Renan, têm sido rechaçadas, sob o argumento de que não se pede vistas a um pedido; vistas são pedidas apenas em relatórios e votos. Especulações sobre ação de Renan sobre membros da Mesa para que não compareçam à reunião, negando quórum para sua realização, têm freqüentado as conversas em Brasília, mas só saberemos com certeza quando a reunião começar. Mas Renan recebeu algum conforto nas últimas horas, com a chegada de dois apoios de peso. O governador do Paraná, Roberto Requião, especialista em ver o circo pegar fogo, declarou que não compreende por que Renan Calheiros está sendo “fuzilado” e o ex-presidente Fernando Henrique foi protegido, se ambos viveram situações idênticas: filhos fora do casamento. (Mais uma vez: não se trata disso, embora o senador Renan Calheiros teime em invadir a vida pública com peripécias de sua vida privada. Trata-se do fato gravíssimo de que o presidente do Senado Federal, quarta figura da República, tornou-se refém de um lobista de empreiteira, empreiteira beneficiada por emendas apresentadas pelo senador Calheiros. Nessa altura, o mais importante não é saber se ele tinha ou não recursos para pagar a pensão à ex-amante. Claro que isto é importante, mas o estrago maior é saber que o presidente do Senado colocou tamanho segredo nas mãos de um lobista.) O segundo apoio de peso veio do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, que saiu decididamente em defesa de Renan Calheiros, declarando que o PT não aceitará “linchamento público” de Renan. Berzoini quer ver, primeiro, a conclusão das investigações. Agora, a coisa vai. Com esses dois aliados de peso, o calvário de Renan Calheiros pode ficar mais leve.
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Por dentro do blogQuero agradecer a um dos amáveis comentaristas deste blog, que sugeriu a leitura de Tempos muito estranhos, de Doris K. Goodwin (Nova Fronteira, 2001, 652p). O livro é, realmente, muito bom. Relata, a partir das figuras extraordinárias de Eleanor e Franklin Roosevelt, episódios envolvendo o front da Casa Branca durante a Segunda Guerra Mundial. Duas figuras extraordinárias para tempos extraordinários ( No ordinary times é o título em inglês). Quem estiver interessado, para escapar um pouco da irracionalidade da política nacional, e descansar o espírito das malfeitorias de Renan & Cia., vai encontrar um relato saborosíssimo, de não largar mesmo. Li numa sentada. Infelizmente, não registrei o nome do gentil comentarista, a quem agradeço muito. Como eu disse na estréia do blog, indicações de livros, versando ou não sobre a política, serão sempre muito bem-vindas. Vamos ampliar um pouco o horizonte das nossas conversas.
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Carta aberta ao presidente da República(enviada pelo ouvinte Ronaldo Gomes Ferraz (publicação autorizada por ele) Presidente Lula As vaias que o deixaram constrangido durante a cerimônia do Pan merecem uma profunda reflexão de sua parte. Ninguém vaia sem algum motivo. A vaia para a delegação americana, a despeito do anti-americanismo existente não só no Brasil, mas em todo o resto do mundo, não ocorreria sem aquela gracinha do “Welcome to the Congo”. Os seus elevados índices de aprovação e popularidade, comprovados por pesquisas e pela sua própria reeleição, não foram suficientes para impedir ou, ao menos, contrabalançar com algumas palmas, a sonora vaia que a multidão presente ao Maracanã lhe aplicou. Não adianta tapar o sol com a peneira e dizer que foi a elite presente ao estádio que o vaiou. Eu estive lá e vi gente de todas as classes sociais. Vi o povo brasileiro vaiando. Certamente não vi os recebedores do bolsa família – e não estou criticando o programa – mas, diferentemente dos brasileiros dos grotões, que lhe garantem os elevados índices, os que lá estavam lêem jornais, assistem televisão e têm acompanhado as suas atitudes em todos os escândalos envolvendo seu governo. Como não existe voto qualitativo, se fosse possível uma nova reeleição sua, ela certamente ocorreria, a despeito das vaias de ontem. Cabe a você decidir de que forma vai querer passar para a história. Ainda há tempo de mudar a percepção dos que o vaiaram. Nada melhor do que um banho de vaia para nos fazer cair na real. Rio, 14 de julho de 2007. Ronaldo Gomes Ferraz
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É campeão!Que bonito é... Como é doce ser campeão ganhando dos argentinos!
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É hoje!Quem souber de uma reza forte, braba mesmo, pode ir começando porque, enfrentar os argentinos jogando uma barbaridade com este timinho, vai ser de cortar o coração. Pelo sim, pelo não, já comecei a rezar.
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Ditado mineiroA propósito da incapacidade do presidente Lula de conviver com críticas, lá no interior de Minas há um ditado muito apropriado: "Se não agüenta o calor, saia da cozinha."
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Pingos nos iiAgora é definitivo: meu amigo Ruy Castro, biógrafo de Nelson Rodrigues, acaba de dar a palavra final: é mesmo dele a frase: "Maracanã vaia até minuto de silêncio". Quero agradecer também a colaboração de um gentil freqüentador deste blog (que não se identificou). Segundo ele, que foi pesquisar, a frase nasceu em 1967, no jogo entre América e Botafogo. O general Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura, tinha acabado de morrer, num desastre aéreo. O alto-falante do Maracanã pediu um minuto de silêncio, e a resposta foi uma demorada vaia. Nelson Rodrigues teria anotado: o Maracanã vaia até minuto de silêncio!
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Entrego os pontosOK, OK, não dá mesmo para tapar o sol com a peneira. Foi uma das maiores vaias da história do Maracanã. E não foi uma, como pensei no início da festa. Foram seis. Uns dizem que o povo carioca quis demonstrar ao presidente Lula que ele não está com essa bola toda. Outros acham que foi um recado da sociedade, que não anda nada satisfeita com a leniência do presidente com casos notórios de corrupção. Convenhamos que elogiar Severino Cavalcanti e dizer que ele foi vítima do preconceito das elites é um pouco demais, né não? Só para lembrar: Severino Cavalcanti renunciou à presidência da Câmara e ao mendato de deputado federal para não ser cassado por quebra de decoro (e corrupção), ao ser apanhado com a boca na botija, recebendo um mensalinho de R$ 10 mil de um concessionário de restaurantes da Câmara. Neste caso, as elites são inocentes. Assim como são inocentes no caso dos bois voadores do senador Renan Calheiros. Mas voltando à vaia, foi feia mesmo. Ou linda, segundo alguns. Tem gente que está até agora agradecendo aos cariocas, que teriam lavado a alma de todo o país. Como o presidente Lula funciona movido por pesquisas de opinião, vamos aguardar as próximas, para ver se a vaia abalou ou não a popularidade do presidente. Se não tiver abalado, Lula vai fazer de conta que não foi com ele. Finalmente, quanto à frase "Maracanã vaia até minuto de silêncio", sempre pensei que fosse de Stanislaw Ponte Preta (e ainda não estou convencida do contrário). Mas ultimamente, todas as frases espirituosas têm sido atribuídas a Nelson Rodrigues (autor de muitas). Vou consultar meu amigo Ruy Castro, biógrafo de Nelson, e voltarei com o veredito. Se a frase for de Nelson Rodrigues, assumirei o equívoco sem problemas.
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